Quando alguém se vai, sabe? aquele alguém importante, que fazia a diferença, que era a essência, talvez a necessidade para não nos sentirmos mais só. Deixa um vazio, uma dor imensa, uma falta e lembranças; lembranças as quais queria esquecer. O rosto que eu não queria mais ver, os lábios que eu não queria mais ansiar. Acredito, que de certa forma, os poetas estão certos de falarem mais sobre desilusão amorosa do que no infeliz “feliz para sempre”, o para sempre nem se quer existe. Um dia temos que nos separar, temos que dar adeus, não importa por qual seja a eventualidade, um dia temos que nos livrar daquele cordão umbilical, soltar as mãos e deixar a pessoa partir. Pois vale mais ter do seu lado, aqueles que querem estar ali, do que ter alguém por obrigação. Apegamos-nos a outros seres por que saímos da normalidade do dia-a-dia e começamos a nos acostumar com um novo mundo, acostumamos tanto que quando saímos sentimos falta. E é essa falta que machuca, a falta da palavra doce, dos beijos, dos abraços, de tudo. E esquecer é completamente impossível, sempre vai vir na cabeça de uma forma ou outra uma lembrancinha da pessoa que se foi. Apesar de tanta dor, podemos tirar dessa situação uma grande lição, o que é verdadeiro volta, e tudo que tiver que ser será. Pois outrora eu dizia ao meu amigo, somos meros fantoches no palco da vida, conduzidos pelo tempo e pelo destino. Só temos é que ter paciência e manter a cabeça no lugar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário