sábado, 21 de maio de 2011

Bloquinho de papel.

 Enquanto não posso dizer tudo isso que tenho dentro de mim, pego minha caneta e o bloquinho de papel e jogo pra fora todas as palavras como um vômito. E realmente não me importo se elas agradam ao inferno ou ao céu.
 E que essa melancolia ou essa felicidade saia desse jeito de dentro de mim, pois esse é o único jeito de continuar a vida sem ter medo ou preocupação com o que as pessoas vão dizer ao meu respeito. Escrevo o que penso, o que sinto. E essa minha válvula de escape é a única coisa que livra da minha alma o peso que meu coração o fizera ter. E que seja assim dia após dia, que venha a possuir perto de mim sempre uma caneta e um bloquinho de papel, para dizer tudo o que eu venho a sentir. Pois caso contrario, me leve pro manicômio mais próximo e diga aos meus conhecidos que eu parti, parti pra um lugar onde eu já deveria ter ido desde o dia em que descobri o que é amar alguém de verdade. 

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