Às vezes, quando ponho meu casado corpo a descansar sobre o colchão duro que compõe aquela nova cama que mamãe me dera. Reflito, reflito e reflito sobre o meu dia, sobre as minhas atitudes. E estou tendo tanta certeza de que, de uma maneira não geral, pareço bastante com o meu pai. Tenho tanto medo de ser feliz, que acabei criando uma incrível e dura capa.. E essa incrível e dura capa, tem me transformado em uma pessoa que pouco acredita em palavras em todas as suas formas de transporte até a mim. Lembro-me, que outrora eu era do tipo que vivia a ler histórias de romances, romances perfeitos, com tragédias, dificuldades, mas que no final, existia aquela frase, FELIZES PARA SEMPRE. Oh maldita eternidade que dura meses e às vezes alguns anos. Eu aprendi de uma forma um pouco dolorosa, mas não importa, agora sou essa pessoa, que simplesmente não consegue acreditar, por mais sincero, por mais tudo que seja. Porém, como diz a música “Give love a try” e mesmo que esse não dure uma eternidade ( em seu sentido denotativo ) viverei nele em seu sentido conotativo, e sim viajarei em um mundo poético, imaginário, com direito as mais famosas frases, com direito a tudo. E peço que esse meu devaneio, tenha paciência comigo, acredite em cada palavra que venha sair da minha boca ou que venha a chegar por mensagem, acredite no meu olhar, que eu farei de tudo para que a eternidade conotativa dure uma denotativa.
Loving you like I never have before
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